O artigo analisa a presença da disciplina de Filosofia nas questões do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) entre 1998 e 2025, investigando o aumento da sua cobrança em relação à legislação educacional e às normativas que orientam a seleção de seus temas. Demonstra-se que, entre 1998 e 2008, período em que a disciplina não era obrigatória no currículo escolar, sua presença foi irregular e espaçada. Porém, após a promulgação da Lei nº 11.684/2008, que impôs a obrigatoriedade do ensino de Filosofia para os alunos do ensino médio, aconteceu um aumento progressivo das questões da matéria, até a estabilização de sua participação de forma regular e significativa no exame. Em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394/1996, os principais temas trabalhados a partir da disciplina nas questões são política, ética e teoria do conhecimento, abordados por meio de filósofos canônicos como Aristóteles, Descartes, Foucault e Bobbio. Dessa forma, consolida-se a disciplina como fundamental no currículo do ensino médio e afirma-se o papel da Filosofia como componente indispensável para a formação cidadã, moral e crítica do estudante.