Contextualização:O presente artigo analisa a questão da ausência de justiça de transição em relação aos genocídios ocorridos em Moçambique, no âmbito da luta de libertação nacional contra o imperialismo português, durante a qual foram registrados vários massacres, sobretudo o Massacre de Mueda e o Massacre de Wiriamu, considerados os mais emblemáticos e trágicos.Objetivo:Neste contexto, o artigo visa explorar os fatores que impediram uma responsabilização integral pelos crimes contra a humanidade perpetrados em Moçambique e, ao mesmo tempo, busca compreender adimensão do esquecimento compulsório imposto aos familiares das vítimas, que ainda clamam por justiça em relação aos seus parentes.Método: A pesquisa adotou uma abordagem bibliográfica e analítica, com base na revisão da literatura jurídica e da historiografia moçambicana, explorando principalmente as obras de Felícia Cabrita, Mustafah Dhada e André Nogueira, autores que tratam especificamente do Massacre de Wiriamu.Resultados:A análise permitiu constatar que Portugal não se responsabilizou integralmente pelos genocídios de Wiriamu e de Mueda. Ou seja, as vítimas desses crimes contra a humanidade não foram compensadas nem ressarcidas pelo governo português, responsável por tais atrocidades. Conclusões:Conclui-se que os genocídios perpetrados em Moçambique exigem a devida reparação às vítimas e aos seus familiares, que ainda sofrem as sequelas sociais e emocionais decorrentes desses acontecimentos. Cabe, ao mesmo tempo, ao governo de Moçambique exigir de Portugal essa reparação histórica, que permanece pendente.
Contextualización:El presente artículo analiza la cuestión de la ausencia de justicia transicional en relación con los genocidios ocurridos en Mozambique, en el marco de la lucha de liberación nacional contra el imperialismo portugués, durante la cual se registraron variasmasacres, especialmente la Masacre de Mueda y la Masacre de Wiriamu, consideradas las más emblemáticas y trágicas.Objetivo:En este contexto, el artículo tiene como objetivo explorar los factores que impidieron una responsabilización plena por los crímenes de lesa humanidad perpetrados en Mozambique y, al mismo tiempo, busca comprender la dimensión del olvido compulsivo impuesto a los familiares de las víctimas, quienes aún reclaman justicia por sus parientes.Método:La investigación adoptó un enfoque bibliográfico y analítico, basado en la revisión de la literatura jurídica y de la historiografía mozambiqueña, explorando principalmente las obras de Felícia Cabrita, Mustafah Dhada y André Nogueira, autores que abordan específicamente la Masacre de Wiriamu.Resultados:El análisis permitió constatar que Portugal no ha asumido plenamente la responsabilidad por los genocidios de Wiriamu y de Mueda. Es decir, las víctimas de estos crímenes de lesa humanidad no fueron compensadas ni indemnizadas por el gobierno portugués, responsable de tales atrocidades.Conclusiones:Se concluye que los genocidios perpetrados en Mozambique requieren la debida reparación para las víctimas y sus familiares, quienes aún sufren las secuelas sociales y emocionales derivadas de estos acontecimientos. Al mismo tiempo, corresponde al gobierno de Mozambique exigir a Portugal esta reparación histórica, que aún permanece pendiente.