Formação docente para a educação inclusiva na era da inteligência artificial: competências profissionais, mediação pedagógica e desafios contemporâneos

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Formação docente para a educação inclusiva na era da inteligência artificial: competências profissionais, mediação pedagógica e desafios contemporâneos

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 4
Autores: Leonardo Corrêa Costa, Joelson Lopes da Paixão, Adriano Filipe Barreto Grangeiro, Luís Eduardo de Sena dos Santos, José Douglas Ferreira Nobre, Daise Liane Guarda de Farias, Adonis Rogério Fracaro, Messias Lima Soares
Autor Correspondente: Leonardo Corrêa Costa | contato@revistaowl.com.br

Palavras-chave: Formação docente, Educação inclusiva, Inteligência artificial na educação, Mediação pedagógica, Competências profissionais

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O artigo examina como a formação docente voltada à educação inclusiva vem sendo reconfigurada diante da expansão da inteligência artificial, dos grandes modelos de linguagem (Large Language Models) e das tecnologias assistivas digitais. Por meio de revisão bibliográfica de caráter analítico, conduzida em bases Scopus, Web of Science, SciELO e Portal de Periódicos da Capes entre agosto e outubro de 2025, o estudo articula produção nacional e internacional dos últimos cinco anos com autores clássicos do campo da formação docente e da educação inclusiva, complementada por documentos institucionais da UNESCO e dados da pesquisa TIC Educação 2024. A análise discute as competências profissionais exigidas do professor contemporâneo, a centralidade da mediação pedagógica em contextos tecnologicamente mediados e as tensões entre inovação digital e compromissos ético-políticos da inclusão. Sustenta-se que a incorporação de sistemas inteligentes à prática pedagógica demanda letramento crítico, formação continuada robusta e discernimento ético, sob pena de reduzir a inclusão a adaptações técnicas desconectadas de projetos educativos emancipatórios. Argumenta-se que a inteligência artificial amplia possibilidades de personalização, acessibilidade e diferenciação pedagógica, mas seu potencial inclusivo depende de professores intelectualmente preparados para interpretar singularidades, problematizar vieses algorítmicos e sustentar a dimensão relacional da docência. Conclui-se que a formação de professores, em sua dupla dimensão inicial e continuada, constitui eixo estruturante para que as tecnologias emergentes fortaleçam práticas inclusivas comprometidas com a justiça educacional.