O artigo “Formação de Professores: articulando formação inicial e continuada” tem como tema central a discussão sobre a formação docente como responsável pela construção de uma educação de qualidade, tendo como destaque apontar a necessidade de entender a docência como processo permanente e dinâmico. A formação inicial é apresentada como etapa essencial para a constituição da identidade profissional, uma vez que possibilita ao futuro professor o contato com saberes teóricos, fundamentos pedagógicos e princípios éticos, além de favorecer experiências práticas por meio do estágio supervisionado, que articula teoria e prática e permite ao licenciando desenvolver autonomia, criticidade e criatividade. No entanto, é importante compreender que a formação inicial não é suficiente para atender à complexidade da profissão docente, é necessário atualização constante diante das transformações sociais, culturais e tecnológicas. Nesse contexto, temos a formação continuada que tem um papel indispensável, ao oportunizar a ressignificação das práticas pedagógicas, a reflexão crítica sobre a atuação profissional e a construção coletiva de novos saberes. O artigo traz contribuições de Imbernón (2009; 2011), que fala que a formação deve ocorrer em clima de colaboração, diálogo e participação democrática. O artigo também evidencia que a formação inicial e a formação continuada não são etapas isoladas, mas dimensões complementares de um mesmo processo formativo. A primeira fornece a base e inicia a constituição identitária, enquanto a segunda garante atualização, aprofundamento e fortalecimento da prática pedagógica. Ambas, quando articuladas, contribuem para a valorização da profissão docente, a construção de uma escola democrática e a efetivação do direito à aprendizagem.