Este artigo objetiva refletir histórica e teoricamente sobre o papel da mídia corporativa ocidental e sua instrumentalização político-ideológica desde a Guerra Fria até as primeiras décadas do século XXI, sob uma perspectiva sociológica e filosófica da Informação. A metodologia emprega abordagem histórica e bibliográfica, fundamentada na Teoria da Informação, na ética intercultural da informação e nos estudos sobre mediação, regimes e fluxos informacionais. Analisa-se a relação entre mídia, poder hegemônico e transformação digital, considerando a atuação das Big Tech na reorganização das disputas geopolíticas, culturais e simbólicas contemporâneas. O estudo evidencia que a mídia corporativa opera como aparelho de hegemonia, legitimando narrativas ocidentais em conflitos internacionais e influenciando processos de vigilância, controle social e formação da opinião pública. Destaca-se que o advento da Internet e das redes sociais digitais ampliou a capacidade de monitoramento, manipulação discursiva e intervenção política, reforçando disputas simbólicas e mecanismos de controle no ciberespaço. Conclui-se que a informação se tornou elemento estratégico central nas disputas sociais, culturais e políticas contemporâneas, mantendo e reorganizando práticas históricas de dominação e resistência no ambiente digital.
This article aims to provide a historical and theoretical reflection on the role of Western corporate media and its political-ideological instrumentalization from the Cold War to the first decades of the 21st century, from a sociological and philosophical perspective of Information. The methodology employs a historical and bibliographical approach, grounded in Information Theory, intercultural information ethics, and studies on mediation, informational regimes, and informational flows. It analyzes the relationship between media, hegemonic power, and digital transformation, considering the role of Information and Big Techs in the reorganization of contemporary geopolitical, cultural, and symbolic disputes. The study demonstrates that corporate media operates as an apparatus of hegemony, legitimizing Western narratives in international conflicts and influencing processes of surveillance, social control, and public opinion formation. It highlights that the emergence of the Internet and digital social networks expanded the capacity for monitoring, discursive manipulation, and political intervention, reinforcing symbolic disputes and control mechanisms in cyberspace. It concludes that information has become a central strategic element in contemporary social, cultural, and political disputes, maintaining and reorganizing historical practices of domination and resistance within the digital environment.