O greenwashing constitui risco estratégico crescente no ambiente corporativo contemporâneo, comprometendo a confiabilidade das comunicações ESG e minando a confiança de stakeholders em alegações ambientais. Este estudo analisa o papel da governança corporativa e da transparência na mitigação do risco associado ao greenwashing nas divulgações de sustentabilidade. Utilizou-se revisão bibliográfica narrativa de natureza qualitativa e descritiva, selecionando quinze referências científicas publicadas entre 2010 e 2025 em bases como Google Scholar, Portal de Periódicos CAPES e Scielo, mediante critérios rigorosos de inclusão e análise de conteúdo. Os resultados evidenciam que o greenwashing se caracteriza pela discrepância entre comunicação ambiental positiva e desempenho efetivo, manifestando-se desde exageros sutis até falsificações deliberadas, com impactos significativos sobre reputação organizacional, decisões de investimento e confiança dos mercados. A análise integrada de evidências empíricas de contextos brasileiro, malaio e internacional revela que independência e diversidade de gênero nos conselhos de administração, auditorias externas de sustentabilidade e comitês especializados constituem mecanismos efetivos de prevenção. Contudo, fatores moderadores como conexões políticas, setor de atuação e ambiente institucional influenciam a efetividade dessas estruturas. O estudo demonstra que governança e transparência operam sinergicamente na mitigação do greenwashing, porém sua eficácia depende de compromisso genuíno da liderança e adaptação contextual. Identificam-se limitações metodológicas na literatura revisada e propõe-se agenda de pesquisas futuras incluindo estudos experimentais, análises longitudinais e desenvolvimento de métricas padronizadas.