As narrativas de três professoras (negra, indígena e branca), entrevistadas no projeto “Entre corpos, textos e contextos: linguagens da arte em narrativas de professoras”, possibilitaram interpretar suas histórias e historicidade em relação ao estudo e à sua profissão: a docência. Analisam os pontos em comum, as diferenças e as desigualdades que as configuraram como professoras, em um mundo social onde as questões étnico-raciais, de gênero e de classe, ao mesmo tempo em que são questionadas, persistem em sua naturalização. Narram as rupturas que vivenciaram em suas vidas em decorrência do estudo e as resistências às relações sociais de poder. Posicionam-se a partir de uma perspectiva decolonial, questionando a construção sócio-histórica da raça, das relações de gênero e da repressão do corpo. Transformam o sentido de suas histórias por meio da educação. Hoje, são elas que apresentam o mundo aos(às) novos(as), a partir dessas diferentes sensibilidades da época.
The narratives of three teachers (black, indigenous and white), interviewed in the project “Between bodies, texts and contexts: languages of art in teachers’ narratives”, made it possible to interpret their stories and historicitie in relation to study and their profession: teaching. They analyze the commonalities, the differences, and the inequalities that configured them as teachers, in a social world where ethnic-racial, gender, and class issues, while being questioned, persist in their naturalization. These women narrate the ruptures they experienced in their lives as a result of their studies and the resistance to social power relations. They position themselves from a decolonial perspective, questioning the sociohistorical construction of race, gender relations, and bodily repression. They transform the meaning of their stories through education. Today, they are the ones who present the world to young ones, based on these different epochal sensibilities.
Las narrativas de tres mujeres profesoras (negra, indígena y blanca), entrevistadas en el proyecto “Entre cuerpos, textos y contextos: lenguajes del arte en narrativas de mujeres profesoras”, posibilitaron interpretar sus historias e historicidad con relación al estudio y su oficio: enseñar. Analizan lo común, las diferencias y desigualdades que las han ido configurando como profesoras, en un mundo social donde cuestiones étnico-raciales, de género y de clase, a la vez que están cuestionadas, persisten en su naturalización. Narran las rupturas que experimentaron en sus vidas dadas por el estudio y las resistencias a las relaciones sociales de poder. Se posicionan en una perspectiva decolonial, interpelan la construcción sociohistórica de la raza, de las relaciones de género y de la represión del cuerpo. Transforman el sentido de sus historias mediante la educación. Hoy, son ellas las que presentan el mundo a los(as) nuevos(as), desde estas otras sensibilidades epocales.