Impacto da ansiedade nas alterações epigenéticas: uma revisão narrativa da literatura

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Impacto da ansiedade nas alterações epigenéticas: uma revisão narrativa da literatura

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 6
Autores: Bruno Yusef Tavares, Álisson Aguiar Brito, Ana Luiza Cavalcante Camarço, Arthur Junqueira Machado Mota Rodrigues, Camila Fontes Aguiar, Daniel Santos Araújo, Felipe Markes Milhomem de Sousa, Gabriela Cavalcante Fernandes, Gabriella da Silva Barbosa, Heloísa Carla Barcelos Menuci, Heloísa Cavalcante Fernandes, Maria Fernanda Lopes Gomes, Pedro Lucas Queiroz Meneses, Elyka Fernanda Pereira de Melo
Autor Correspondente: Bruno Yusef Tavares | contato@revistaowl.com.br

Palavras-chave: Epigenética, Ansiedade, Estresse, Metilação do DNA, Expressão gênica

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: A epigenética compreende mecanismos capazes de regular a expressão gênica sem alterar a sequência do DNA, sendo influenciada por fatores ambientais e emocionais. Referencial Teórico: Nesse contexto, a ansiedade, especialmente quando associada ao estresse crônico, vem sendo investigada por sua capacidade de induzir alterações epigenéticas relacionadas ao funcionamento do sistema nervoso central e à regulação neuroendócrina. Objetivo: analisar os impactos da ansiedade sobre mecanismos epigenéticos e suas implicações para a saúde mental, por meio de uma revisão narrativa da literatura. Metodologia: a pesquisa foi realizada na base de dados PubMed, utilizando descritores relacionados à epigenética, ansiedade, estresse, metilação do DNA e expressão gênica. Foram incluídos estudos publicados entre 2000 e 2026 que abordassem a relação entre ansiedade e alterações epigenéticas. Resultados e Discussão: Os achados demonstraram associação entre estados ansiosos e alterações epigenéticas, especialmente metilação do DNA e modificações em histonas, envolvendo genes relacionados ao eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, à neuroplasticidade e à resposta ao estresse. Essas alterações podem influenciar funções cognitivas, emocionais e comportamentais, além de contribuir para maior vulnerabilidade a transtornos psiquiátricos. Evidências também sugerem possível transmissão intergeracional parcial dessas modificações. Conclusão: a ansiedade exerce influência relevante sobre a modulação epigenética, devendo ser compreendida dentro de um modelo multifatorial que integra fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais. A compreensão desses mecanismos pode ampliar perspectivas terapêuticas e preventivas no campo da saúde mental.