A motricidade livre do bebê constitui temática relevante a ser colocada em evidência nos Centros de Educação Infantil. Com o intuito de assegurar práticas que respeitem o desenvolvimento infantil em sua singularidade, por meio da valorização da sua atividade autônoma. Dessa forma, parte-se do entendimento do papel do adulto centrar-se em organizar ambientes acolhedores, seguros e desafiadores, que favoreçam movimentos espontâneos, conquistados progressivamente pelo próprio bebê, considerando que, em condições orgânicas e neurológicas saudáveis, não necessitam de antecipações motoras, pois se sentar, engatinhar e andar configuram etapas que emergem naturalmente. O presente artigo fundamenta-se nas contribuições teóricas de Falk, Gonzalez-Mena, Eyer, Le Boulch, Pikler, Kolyniak Filho, Rosa Neto, Freitas e Wallon, articulando tais referenciais a partir de uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico. Defende-se, assim, a valorização dos movimentos autônomos em contextos educativos, que priorizem a individualidade infantil, assegurando o protagonismo dos bebês, a perceberem o seu corpo de forma integral, em seu processo de desenvolvimento.