O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de desenvolvimento neurológico que afeta a comunicação e o comportamento, apresentando um espectro de sintomas e intensidades variáveis. A inclusão desses alunos nas escolas refere-se ao processo de integrá-los em ambientes educacionais regulares, promovendo um ensino adaptado às suas necessidades específicas e fomentando um ambiente de aprendizagem inclusivo e diversificado. Este estudo, realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica com enfoque qualitativo, objetivou verificar como ocorre a integração de alunos com TEA no ambiente escolar, destacando a importância e os desafios desse processo. Observou-se que a inclusão de alunos com TEA possui uma relevância significativa não apenas para o processo de aprendizagem desses alunos, mas também para os demais estudantes. A integração em salas de aula regulares promove uma compreensão mais profunda da diversidade humana, desenvolvendo habilidades sociais e empatia entre todos os alunos. Verificou-se que, através da inclusão, os alunos com TEA têm a oportunidade de melhorar suas habilidades de comunicação e interação social, enquanto os demais estudantes aprendem a respeitar e aceitar as diferenças individuais, contribuindo para a formação de uma sociedade mais inclusiva e consciente. O papel do pedagogo neste processo de inclusão é fundamental. Os educadores têm a responsabilidade de adaptar os métodos de ensino e desenvolver estratégias pedagógicas que atendam às necessidades específicas dos alunos com TEA. A pesquisa apontou para a necessidade de formação contínua e especializada dos pedagogos para lidar com as particularidades do TEA, além de enfatizar a importância de um ambiente escolar acolhedor e adaptado às diversas necessidades dos alunos. Contudo, o estudo também identificou várias dificuldades relacionadas ao processo de inclusão. Entre as principais barreiras estão a falta de preparo e formação específica dos educadores, a inadequação da infraestrutura escolar e a escassez de recursos e suportes adicionais, como assistentes de educação especial e terapeutas. Estas limitações podem comprometer a eficácia da inclusão e o desenvolvimento acadêmico e social dos alunos com TEA. A pesquisa também destacou a disparidade na disponibilidade de recursos entre diferentes escolas, o que pode resultar em experiências educacionais desiguais para os alunos com necessidades especiais. Em conclusão, a inclusão de alunos com TEA no sistema educacional regular é um processo complexo e multifacetado, que requer comprometimento, recursos adequados e uma abordagem individualizada para ser efetivo. Este estudo sublinha a necessidade de uma educação inclusiva e adaptada, que beneficie todos os alunos e promova uma sociedade mais justa e empática.