A indisciplina e a violência escolar configuram-se como um dos principais desafios enfrentados pelas instituições de ensino no Brasil, afetando diretamente o processo de ensino-aprendizagem e o clima organizacional das escolas. Esses fenômenos não se restringem a comportamentos individuais, mas resultam de múltiplos fatores sociais, culturais e institucionais que influenciam a formação dos estudantes (Charlot, 2013). A escola, enquanto espaço social e educativo, reflete tensões existentes na sociedade, sendo marcada por conflitos que vão desde a desobediência às normas até episódios de agressões físicas e psicológicas (Aquino, 1996). Estudos apontam que a ausência de diálogo entre escola e família, a fragilidade da autoridade docente e as desigualdades sociais ampliam a complexidade do problema (Abramovay, 2002). Nesse contexto, a indisciplina não pode ser compreendida apenas como falha do aluno, mas como um fenômeno relacional que envolve múltiplos atores e exige estratégias de mediação (Debarbieux, 2011). Diante desse quadro, torna-se imprescindível pensar em metodologias pedagógicas que promovam ambientes mais democráticos, inclusivos e participativos, capazes de reduzir situações de violência e estimular a cooperação e o respeito mútuo (Libâneo, 2018). O presente artigo, por meio de revisão bibliográfica, tem como objetivo analisar as principais causas e consequências da indisciplina e da violência no ambiente escolar, destacando os impactos na aprendizagem e apresentando práticas educativas que podem contribuir para a superação desses desafios. A relevância deste estudo está em fomentar reflexões acerca do papel da escola, da família e da sociedade na construção de uma cultura de paz, visando não apenas o enfrentamento da indisciplina, mas a promoção de um espaço educativo que valorize o diálogo e a cidadania.