O presente artigo analisa o direito de brincar como dimensão essencial da infância e como expressão de resistência diante das desigualdades sociais que marcam as realidades periféricas brasileiras. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, apoia-se em autores clássicos e contemporâneos que refletem sobre a infância como espaço de direitos e de emancipação simbólica. Evidencia-se que o brincar ultrapassa a esfera do lazer, configurando-se como prática cultural, política e educativa. As crianças das periferias, ao reinventarem o cotidiano com criatividade e solidariedade, reafirmam o valor humano do lúdico como instrumento de sobrevivência e esperança. A análise demonstra que garantir o brincar é garantir o direito de ser criança e, ao mesmo tempo, preservar o princípio ético da dignidade. Defende-se que a escola e as políticas públicas assumam papel ativo na efetivação desse direito, integrando educação, cultura e justiça social.