INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ENSINO DE MATEMÁTICA: FERRAMENTA, RECURSO PEDAGÓGICO E ÉTICA NA APRENDIZAGEM E NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Edição de Junho 2026

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ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 30/06/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ENSINO DE MATEMÁTICA: FERRAMENTA, RECURSO PEDAGÓGICO E ÉTICA NA APRENDIZAGEM E NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 6
Autores: EDNALDO VASCONCELOS DA ROCHA
Autor Correspondente: EDNALDO VASCONCELOS DA ROCHA | revistasterritoriosbr@gmail.com

Palavras-chave: Inteligência artificial. Ensino de Matemática. Ética. Aprendizagem. Desenvolvimento cognitivo.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A inteligência artificial passou a ocupar lugar relevante nas discussões educacionais contemporâneas, especialmente pela expansão de sistemas generativos, plataformas adaptativas, tutores inteligentes, corretores automatizados, simuladores e ambientes digitais capazes de reorganizar as formas de ensinar, aprender e avaliar. Este artigo tem como objetivo analisar como a inteligência artificial pode contribuir para o ensino de Matemática como ferramenta e recurso pedagógico, sem substituir a mediação docente nem prejudicar a aprendizagem, o raciocínio lógico, a autonomia intelectual e o desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Parte-se do entendimento de que a Matemática escolar não se reduz ao domínio mecânico de procedimentos, pois envolve resolução de problemas, argumentação, representação, abstração, comunicação, elaboração de estratégias e construção progressiva de significados. Nesse sentido, a inteligência artificial pode favorecer a personalização de percursos, a produção de feedbacks, a criação de situações-problema, a visualização de conceitos, a análise de erros e o apoio à inclusão, desde que seu uso seja intencional, ético, contextualizado e pedagogicamente supervisionado. A reflexão mobiliza a BNCC, documentos internacionais sobre inteligência artificial na educação, estudos sobre tecnologias digitais, educação matemática e teorias do desenvolvimento, articulando o debate às diferentes modalidades da Educação Básica, da Educação Especial, da Educação de Jovens e Adultos e de contextos presenciais, híbridos e digitais. Conclui-se que a inteligência artificial pode ampliar possibilidades didáticas, mas somente será formativa quando subordinada a objetivos educacionais claros, à proteção de dados, à equidade, à transparência algorítmica, ao pensamento crítico e à centralidade do professor.