O cenário globalizado exige processos formativos universitários que adotem a interculturalidade como eixo central para preparar estudantes para atuar em cenários multiculturais. Este artigo tem como objetivo mapear e compreender como a internacionalização da educação superior vem sendo discutida, considerando o desenvolvimento de competências interculturais. Caracteriza-se como um estado de conhecimento de abordagem de métodos mistos (qualitativa e quantitativa) e documental, analisando 41 teses e dissertações defendidas entre 2016 e 2026 nas bases BDTD e ProQuest. Os achados revelam uma forte convergência global em direção a metodologias qualitativas, fundamentadas em estudos de caso e análise documental. Enquanto o cenário internacional (ProQuest) apresenta maior consolidação no nível de doutorado e forte concentração na área da Educação, a produção brasileira (BDTD) demonstra um campo em consolidação, com distribuição equilibrada entre mestrado e doutorado e predomínio na área de Letras/Linguística. Teoricamente, o Brasil se diferencia pela articulação de autores fundacionais com perspectivas críticas e decoloniais. Conclui-se que o debate nacional ainda possui caráter inicial e exploratório, fortemente vinculado à mobilidade acadêmica física. Diante disso, evidencia-se a urgência de transcender o intercâmbio físico por meio do fortalecimento de políticas institucionais transversais e do investimento na internacionalização em casa, garantindo a formação de cidadãos globais.