Este artigo analisa a leitura como prática de libertação, destacando sua contribuição para a formação de cidadãos críticos, reflexivos e socialmente engajados. A partir de uma abordagem bibliográfica, fundamentada em Paulo Freire e em autores contemporâneos que discutem o papel da leitura na sociedade, o estudo evidencia que o ato de ler ultrapassa a decodificação de palavras e se constitui como processo de conscientização e intervenção na realidade. São discutidas competências formativas que emergem da leitura crítica, como análise, empatia, autonomia intelectual e capacidade de diálogo, todas indispensáveis para a constituição de uma cidadania democrática. O texto também problematiza os desafios impostos pela sociedade da informação e pelas tecnologias digitais, ressaltando a necessidade de práticas pedagógicas que valorizem a leitura em sua dimensão crítica e emancipadora. Conclui-se que a leitura, compreendida como ato político e formativo, é essencial para a construção de sujeitos capazes de compreender e transformar o mundo, consolidando-se como instrumento de liberdade e participação social.