O presente artigo discute os desafios do ensino da área de Linguagens na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), com foco no Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo, na cidade de São Paulo. O objetivo central é analisar como as práticas pedagógicas voltadas ao letramento podem superar as barreiras históricas de exclusão escolar, promovendo a autonomia e a cidadania. A metodologia adotada consiste em uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, fundamentada no Currículo da Cidade de São Paulo e em autores referenciais da pedagogia crítica, aliada a uma análise reflexiva sobre o cotidiano escolar. Os resultados indicam que o ensino de linguagens na EJA demanda uma abordagem andragógica que reconheça a bagagem cultural do educando, transformando o código linguístico em ferramenta de intervenção social. Conclui-se que o desafio reside na superação do ensino puramente gramatical em favor de uma educação dialógica, essencial para a evolução não apenas funcional do docente, mas humana e social do estudante trabalhador.