Métodos de avaliação de isótopos estáveis (δ2h E δ18o) na hidrologia: uma revisão

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ISSN: 1980-4407
Editor Chefe: Celso Dal Ré Carneiro
Início Publicação: 04/04/2005
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Geociências

Métodos de avaliação de isótopos estáveis (δ2h E δ18o) na hidrologia: uma revisão

Ano: 2018 | Volume: 14 | Número: 2
Autores: Barbosa, Natanael da Silva, Barbosa, Natali da Silva, Salles, Lucas de Queiroz
Autor Correspondente: Barbosa, Natanael da Silva | ndbarbosa@ufba.br

Palavras-chave: Isótopos estáveis, Hidrologia, Fracionamento, Gestão integrada dos recursos hídricos

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Atualmente, através do ciclo hidrológico pode-se observar que toda a água da Terra é de alguma forma afetada por atividades antrópicas. Com a perspectiva de crescente escassez, as decisões de onde extrair, utilizar e administrar a água deve ser baseada em informações confiáveis, de forma a proteger este recurso para as gerações futuras. Nesse contexto, a utilização dos isótopos estáveis na hidrologia possibilita interpretações da origem e mecanismos de recarga das águas subterrâneas, separação de hidrogramas, drenança vertical entre aquíferos, riscos de salinização e contaminação dos recursos hídricos, dentre outros. A razão pelo qual os isótopos estáveis são úteis nos estudos hidrológicos se deve às reações físico-químicas entre as espécies químicas, que promovem um fracionamento dos isótopos do mesmo elemento entre reagentes e produtos. Os dados isotópicos de δ 18O e δ 2H refletem os valores das precipitações médias locais. Esses geralmente são modificados por processos de difusão que podem alterar os valores isotópicos antes que a água alcançe a zona saturada. Sua importância em relação aos estudos hidrológicos tradicionais é que os isótopos estáveis fazem parte da própria molécula de água, tornando as interpretações mais precisas e independentes do grau de variabilidade e frequência de amostragem. Sob essa perspectiva, nos dias atuais, a integração do maior número possível de marcadores químicos e isotópicos constitui uma importante fronteira de pesquisa hidrológica e na gestão integrada dos recursos hídricos.



Resumo Inglês:

Currently, by the hydrological cycle, it is possible to observe that all water on Earth is somehow affected by human activities. With the prospect of increasing scarcity of drinking water, the decisions on where to exploit, use and manage water must be based on reliable information in order to protect this resource for future generations. In this context, the use of stable isotopes in hydrology enables interpretations of the origin and mecha-nisms of groundwater recharge, hydrograph separation, vertical leakage between aquifers, salinization risk and contamination of water resources, among others. Stable isotopes are useful in hydrological studies because of the physical-chemical reactions between various chemical species which cause isotopic fractionation of the same element between reactants and products. Data on δ18O and δ2H reflect the values of the local average rainfall. These are generally modified by diffusion processes, which can change the isotope values before the water reaches the saturated zone. Its importance in relation to traditional hydrological studies is that stable isotopes are part of the water molecule itself, making the interpretations more accurate and independent of the degree of variability frequency of sampling. Nowadays, the integration of the largest possible number of chemical and isotopic tracers constitutes an important frontier of hydrological research and of integrated water resources management.