Introdução: A criação de pequenos e grandes ruminantes exige a integração entre manejo sanitário, biosseguridade, bem-estar animal e práticas de manejo racional, especialmente em propriedades rurais que associam bovinocultura de leite, bovinocultura de corte e ovinocultura. Referencial Teórico: A literatura evidencia que o planejamento sanitário, o controle parasitário, a organização das instalações, a observação comportamental e a adoção de medidas de biosseguridade contribuem para reduzir riscos sanitários, melhorar a resposta produtiva e fortalecer a sustentabilidade dos sistemas pecuários. Metodologia: O estudo caracterizou-se como uma pesquisa aplicada, qualitativa, descritiva e exploratória, desenvolvida em 2026, durante atividades extensionistas do curso de Medicina Veterinária, na Ipês Agropecuária, localizada em Brasileira, região norte do Piauí. Foram realizadas visitas técnicas, observação direta dos rebanhos, avaliação das instalações, análise das práticas sanitárias e identificação de pontos de melhoria. Resultados e Discussão: A propriedade apresentou estrutura produtiva consolidada, assistência médico veterinária, laticínio próprio, ordenha mecânica, tecnologias reprodutivas, manejo nutricional adequado e condições favoráveis de ambiência. Entretanto, foram propostas melhorias relacionadas à sistematização documental, capacitação periódica dos trabalhadores, padronização de protocolos sanitários, fortalecimento da biosseguridade, manutenção das instalações, implantação de currais antiestresse e inclusão gradual de recursos de enriquecimento ambiental. Conclusão: A diante proposta extensionista permitiu integrar diagnóstico, orientação técnica e ações práticas voltadas à melhoria contínua da propriedade. As recomendações foram aceitas pelos proprietários e passaram a ser implementadas de forma periódica e constante, contribuindo para maior segurança sanitária, eficiência produtiva e valorização do bem-estar animal.