O presente trabalho tem como objetivo avaliar e listar, por meio de uma extensa e criteriosa revisão bibliográfica, os mecanismos bioquímicos da fadiga muscular durante a corrida de longa distância. O estudo é relevante uma vez que a compreensão destes mecanismos pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de treinamento e recuperação mais eficientes para atletas. A questão central deste estudo é: Quais são e como agem os mecanismos bioquímicos da fadiga muscular durante a corrida de longa distância? Para responder a esta pergunta, foi realizada uma revisão sistemática da literatura científica disponível, incluindo artigos publicados em periódicos indexados, livros e teses doutorais. Os resultados obtidos indicam que existem vários mecanismos bioquímicos envolvidos na fadiga muscular durante a corrida de longa distância. Entre eles destacam-se o acúmulo de metabólitos tóxicos, tais como os íons hidrogênio; a diminuição dos níveis de glicogênio muscular; e alterações no equilíbrio hidroeletrolítico. Também se verificou que as estratégias para minimizar a fadiga muscular durante este tipo de atividade física devem considerar tanto aspectos nutricionais quanto treinamento específico. Por exemplo, é recomendável um consumo adequado de carboidratos antes e durante o exercício para manter os níveis de glicogênio, bem como um bom estado hidroeletrolítico. Em conclusão, este estudo fornece uma revisão detalhada e atualizada dos mecanismos bioquímicos relacionados à fadiga muscular durante a corrida de longa distância, oferecendo assim uma base sólida para futuras pesquisas e aplicações práticas nesta área.