A Educacao Infantil constitui um campo formativo singular, no qual a aprendizagem se realiza por meioda interacao, da experiéncia sensivel, da ludicidade e da participacao da crianca em situacoes significativas. Partindo dessa compreensao, este artigo discute o papel das metodologias ativas na organizacao de praticas pedagégicas voltadas a infancia, problematizando sua incorporacao no cotidiano escolar para além de usos meramente instrumentais ou modismos educacionais. O estudo tem como propésito compreender de que maneira tais metodologias podem favorecer o desenvolvimento integral das criancas, considerando dimensoes cognitivas, afetivas, sociais, motoras e simbélicas, bem como seus desdobramentos na atuacao docente. A investigacao apoia-se em revisao bibliografica, tomando como referéncia contribuicoes de autores vinculados a\ aprendizagem experiencial, a\ mediacao sociocultural e a inovacao pedagégica, entre eles Dewey, Vygotsky, Moran e Bacich, além das orientacoes presentes na Base Nacional Comum Curricular. Defende-se que a centralidade da crianca no processo educativo nao se limita a realizacao de atividades dinamicas, mas exige intencionalidade pedagégica, escuta sensivel, planejamento criterioso e organizacao de ambientes que favorecam a curiosidade, a investigacao, a cooperacao e a autonomia. Argumenta-se, ainda, que a adocao das metodologias ativas na Educacao Infantil requer sélida formacao docente, pois sua poténcia pedagégica depende da articulacao entre fundamentos teéricos, conhecimento sobre as infancias e adequacao as —Revista Territérios Junho 2026 condicoes concretas da escola. Assim, quando compreendidas de forma critica e contextualizada, essasmetodologias podem ampliar a qualidade das experiéncias educativas, fortalecendo pra’ticas maisparticipativas, significativas e coerentes com os direitos de aprendizagem das criancas.