O artigo aborda as mudanças climáticas no ensino de Geografia, procurando relacionar esse tema às experiências concretas de estudantes que vivem nas grandes cidades brasileiras, especialmente nas periferias urbanas. Discute-se como fenômenos como ondas de calor, enchentes, ilhas de calor e situações de vulnerabilidade social podem ser trabalhados em sala de aula a partir de conteúdos de climatologia, geografia urbana e geografia ambiental, articulando o debate com o impacto direto desses eventos na rotina escolar. A partir de uma revisão bibliográfica, o texto analisa pesquisas sobre educação em mudanças climáticas, propostas didáticas, materiais didáticos de Geografia e estudos que apontam a perda de dias letivos e prejuízos à aprendizagem em contextos marcados por desastres climáticos. Também são consideradas as possibilidades de projetos interdisciplinares que utilizem a visibilidade da COP30 em Belém como oportunidade para discutir justiça climática, racismo ambiental, direito à educação e diferentes estratégias de adaptação das populações urbanas, reforçando o papel da escola na formação crítica dos jovens frente à crise climática.