Investigando se a racionalidade comunicativa concebida pela primeira geração da Escola de Frankfurt se intensificaria no neoliberalismo, marcado pelo imperativo de crescimento dos sistemas de plataformização, o artigo propõe contrapontos a essa conjectura, fundamentando-se na análise teórico-crítica e no diálogo com diversos autores. O estudo explora conceitos como verdade e realidade no contexto do capitalismo de vigilância, articulando especialmente algumas bases da Teoria da Ação Comunicativa com análises de casos empíricos, como os ciclos de expropriação promovidos pelas big techs, e alguns indicadores das Competências Infocomunicacionais (Competências InfoCom). Como conclusão, apontam-se tais competências como possibilidades para decifrar as armadilhas das plataformas e, a partir de seu próprio engendramento, buscar emancipações nos campos digital e face a face. Para isso, defende-se a integração entre a crítica sociotécnica e a educação reflexiva, bases essenciais para ações pedagógicas nas escolas e construção de políticas públicas que mitiguem as assimetrias geradas pela hiperinformação. O artigo demonstra que a tecnologia, quando reapropriada criticamente, apresenta potencial para promover equidade, ainda que em meio aos riscos de um neototalitarismo emergente.
Investigating whether the communicative rationality conceived by the first generation of the Frankfurt School would intensify under neoliberalism, marked by the imperative of growth of platformization systems, the article proposes counterpoints to this conjecture, based on theoretical-critical analysis and dialogue with various authors. The study explores concepts such as truth and reality in the context of surveillance capitalism, particularly articulating some foundations of the theory of communicative action with analyses of empirical cases, such as the expropriation cycles promoted by big techs, and some indicators of Infocommunicational Competencies (InfoCom). In conclusion, these competencies are pointed out as possibilities to decipher the traps of platforms and, based on their own engendering, to seek emancipations in both digital and face-to-face fields. To this end, the article advocates for the integration of sociotechnical critique and reflexive education, essential foundations for pedagogical actions in schools and for the construction of public policies that mitigate the asymmetries generated by hyperinformation. The article demonstrates that technology, when critically reappropriated, has the potential to promote equity, even in the context of the risks posed by an emerging neototalitarianism.