O presente artigo discute a neuroaprendizagem como interface aplicada entre neurociências, psicologia cognitiva e práticas pedagógicas, com foco em contribuições, aplicações e limites no contexto escolar contemporâneo. A partir de revisão bibliográfica de produções recentes, o texto sistematiza fundamentos associados a atenção, memória, autorregulação e linguagem, examinando como tais conhecimentos podem orientar planejamento, avaliação formativa e intervenções pedagógicas mais específicas, especialmente no ensino da leitura e na compreensão de dificuldades de aprendizagem. Discute-se, ainda, a relação entre neuroaprendizagem, ensino híbrido e uso de tecnologias educacionais, destacando que recursos digitais não garantem aprendizagem por si, sendo necessários objetivos didáticos claros, mediação docente e acompanhamento contínuo. O estudo também problematiza riscos de reducionismos, equívocos conceituais e processos de medicalização, que podem resultar em rotulações e responsabilização individual, fragilizando perspectivas inclusivas. Conclui-se que a neuroaprendizagem oferece maior contribuição quando apropriada de forma crítica, articulada ao currículo e às condições reais de escolarização, sustentando decisões pedagógicas fundamentadas e contextualizadas.