O artigo analisa a campanha anticomunista liderada por Paulo Maranhão contra o militar e político Magalhães Barata, materializada no jornal Folha do Norte de Belém do Pará, durante os anos de 1930. Magalhães Barata exerceu o cargo de interventor pela primeira vez no Pará entre os anos de 1930 e 1935, deixando o estado em um contexto de extremada disputa política e cisão no próprio bloco governista. Sua saída esteve em contraste com a fortificação da oposição local, grupo que tinha como um dos líderes a figura de Paulo Maranhão, diretor e proprietário do principal jornal da capital paraense. Diante da onda anticomunista presente no Brasil do período, Magalhães Barata, o principal político paraense durante a Era Vargas, foi acusado pela oposição de ser adepto do comunismo. A partir dos episódios de acusação e de defesa em torno da possível participação de Magalhães Barata no movimento comunista, possibilitou-se vislumbrar estratégias adotadas pelas elites políticas paraenses durante o período.
This article analyses the anti-communist campaign led by Paulo Maranhão against the military officer and politician Magalhães Barata, published in the newspaper sheet of north in Belém do Pará during the 1930s. Magalhães Barata held the position of interventor for the first time in Pará between 1930 and 1935, leaving the state in a context of extreme political dispute and division within the ruling bloc itself. His departure was in contrast to the fortification of the local opposition, one of whose leaders was Paulo Maranhão, director and owner of the main newspaper in the capital of Pará. Faced with the anti-communist wave in Brazil at the time, Magalhães Barata, the main politician in Pará during the Vargas era, was accused by the opposition of being a supporter of communism. From the episodes of accusation and defence surrounding Magalhães Barata's possible participation in the communist movement, it was possible to glimpse the strategies adopted by Pará's political elites during the period.