Objetivou-se, nesta pesquisa, problematizar como estão instalados os desafios e possibilidades nas práxis pedagógicas de professores/as, na contemporaneidade, no que concerne aos multiletramentos. Foi possível constatar que os desafios e possibilidades estão instalados na proposta curricular para o ensino de línguas(gens), na Educação Básica brasileira, que, a longo prazo, poderá ser corporificada, buscando nas novas tecnologias, a partir dos multiletramentos e novos letramentos/letramentos digitais direções para a almejada e complexa reconfiguração da dinâmica do trabalho educativo. A imprescindibilidade de um currículo que preveja uma educação híbrida, aberta, fluida e questionadora, em outras palavras, que contemple: a construção ubíqua de aprendizagem; os conhecimentos democráticos, distribuídos e socialmente relevantes; a formação crítica do sujeito; a valorização ética e estética; a criticidade; a criatividade; o domínio de diferentes semioses/modalidades; a igualdade ao acesso, o uso e à produção de objetos culturais eruditos e populares. É necessário instigar os/as professores/as em pré-serviço e em serviço à refletir sobre o currículo de Língua Portuguesa (LM) voltado para a integração dos letramentos digitais nos processos de ensino e aprendizagem, e orientá-los/as à refletir criticamente sobre essas práticas guiadas para seu fazer pedagógico. Esta investigação também (re)atualizou, (re)orientou e ressignificou minha práxis e de muitos outros profissionais, tanto em nossas intervenções pedagógicas quanto na elaboração de Projetos/Programas voltados para a formação inicial e contínua de professores/as de Línguas(gens), atendendo, assim, as instâncias da nova reforma da educação, na qual trajetórias pedagógicas deverão ser (re)pensadas e (re)construídas a partir da proposta de integração dos letramentos digitais no currículo das escolas da rede regular de ensino de modo legitimado.