Contextualização:A participação de incapazes em sociedades empresárias constitui um problema histórico no direito privado brasileiro, especialmente no que diz respeito aos limites da representação legal e à proteção patrimonial daquelesque não possuem plena capacidade civil.Objetivo:O artigo examina a necessidade de autorização judicial prévia para a participação do incapaz em sociedades empresárias, à luz da legislação civil, da jurisprudência, do direito estrangeiro, da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e da Constituição Federal de 1988.Método:Adota-se abordagem histórico-sistemática, com análise normativa, doutrinária e jurisprudencial. O estudo parte da evolução da personalidade jurídica e da participação de incapazes em sociedades, examina a posição firmada pelo Supremo Tribunal Federal sob a vigência do Código Civil de 1916 e discute a natureza jurídica do artigo 974, § 3º, do Código Civil de 2002.Resultados:Verificou-se que o § 3º do artigo 974 do Código Civilpossui conteúdo predominantemente procedimental e registrário, não afastando a incidência das normas de Direito de Família que regulam a representação legal e a administração dos bens dos filhos.Conclusões:Conclui-se que a autorização judicial prévia constitui mecanismo de proteção patrimonial e jurídica do incapaz, sendo necessária quando os atos dos representantes legais importem na constituição de sociedade empresária ou na aquisição, onerosa ou gratuita, de quotas sociais.
Background:The participation of legally incapable persons in business companies has historically raised relevant controversies in Brazilian private law, especially regarding the limits of legal representation and the patrimonial protection of those who do not have full civil capacity.Objective:This article examines the need for prior judicial authorization for the participation of legally incapable persons in business companies, in light of civil legislation, case law, foreign law, the Law of Introduction to Brazilian Law, and the Federal Constitution of 1988.Method:The study adopts a historical and systematic approach, based on normative, doctrinal, and case-law analysis. It begins with the development of legal personality and the participation of incapable persons in companies, examines the position adopted by the Brazilian Federal Supreme Court under the Civil Code of 1916, and discusses the legal nature of Article 974, paragraph 3, of the Civil Code of 2002.Results:The analysis showed that Article 974, paragraph 3, of the Civil Code has predominantly procedural and registry-related content and does not exclude the application of Family Law rules governing legal representation and the administration of children’s assets.Conclusions:The article concludes that prior judicial authorization constitutes a mechanism for the patrimonial and legal protection of legally incapable persons and is necessary when acts performed by legal representatives involve the incorporation of a business company or the onerous or gratuitous acquisition of equity quotas.
Contextualización:La participación de personas incapaces en sociedades empresariales ha suscitado históricamente controversias relevantes en el derecho privado brasileño, especialmente en lo que se refiere a los límites de la representación legal y a la protección patrimonial de quienes no poseen plena capacidad civil.Objetivo:El artículo examina la necesidad de autorización judicial previa para la participación de la persona incapaz en sociedades empresariales, a la luz de la legislación civil, la jurisprudencia, el derecho extranjero, la Ley de Introducción a las Normas del Derecho Brasileño y la Constitución Federal de 1988.Método:Se adopta un enfoque histórico-sistemático, con análisis normativo, doctrinal y jurisprudencial. El estudio parte de la evolución de la personalidad jurídica y de la participación de incapaces en sociedades, examina la posición adoptada por el Supremo Tribunal Federal bajo la vigencia del Código Civil de 1916 y discute la naturaleza jurídica del artículo 974, párrafo 3, del Código Civil de 2002.Resultados:Se verificó que el párrafo 3 del artículo 974 del Código Civil posee contenido predominantemente procedimental y registral, sin excluir la incidencia de las normas de Derecho de Familia que regulan la representación legal y la administración de los bienes de los hijos.Conclusiones:Se concluye que la autorización judicial previa constituye un mecanismo de protección patrimonial y jurídica de la persona incapaz, siendo necesaria cuando los actos de los representantes legales impliquen la constitución de una sociedad empresarial o la adquisición, onerosa o gratuita, de cuotas sociales.