Contexto:O debate contemporâneo em filosofia do direito reapresenta a discussão entre lei natural e teoria analítica do direito, especialmente quanto aos fundamentos da autoridade, da obrigatoriedade e da validade jurídicas na obra de John Finnis.Objetivo:Examinar como Finnis explica a autoridade do direito pela exigência de legitimidade, articulando a tradição tomista da lei natural com categorias centrais da jurisprudência analítica.Método:Pesquisa bibliográfica e análise conceitual, com reconstrução da noçãotomista de razão prática e exposição sistemática dos argumentos finnisianos sobre bens humanos básicos, bem comum e requisitos de razoabilidade prática.Resultado:Verificou-se que a autoridade jurídica reivindica obediência como mecanismo de coordenação social orientado ao bem comum público, mas sua força normativa depende de legitimidade aferida por critérios substantivos e formais. Além disso, Finnis aprimora o ponto de vista interno hartiano por meio dos conceitos de caso central e sentido focal, oferecendo critério para descrições normativamente relevantes de práticas e instituições.Conclusões:Substantivamente, a legitimidade requer proteção dos bens humanos básicos e resguardo de direitos fundamentais como especificações adequadas às circunstâncias segundo a razão prática; formalmente, exige observância dos requisitos de razoabilidade prática, evitando arbitrariedade, ineficiência e desvios do bem comum. As leis gozam de presunção de validade, mitigada por injustiças graves que se opõem aos bens básicos e afetam a validade em sentido focal, preservando, em regra, a estabilidade do sistema sem abdicar de parâmetros racionais de justiça.
Context:Contemporary debates in the philosophy of law renew the tension between natural law and analytical jurisprudence, particularly regarding the foundations of legal authority, obligation, and validity in John Finnis’s work.Objective:To examine how Finnis explains legal authority through the requirement of legitimacy, articulating the Thomistic natural-law tradition with core categories of analytical jurisprudence.Method:Bibliographical research and conceptual analysis, including a reconstruction of the Thomistic notion of practical reason and a systematic presentation of Finnis’s arguments on basic human goods, the common good, and the requirements of practical reasonableness.Result:Legal authority is shown to claim obedience as a mechanism of social coordination ordered to the public common good, yet its normative force depends on legitimacy assessed by substantive and formal criteria; moreover, Finnis refines Hart’s internal point of view through the notions of central case and focal meaning, thereby providing a criterion for normatively relevant descriptions of practices and institutions.Conclusions:Substantively, legitimacy requires the protection of basic human goods and the safeguarding of fundamental rights as circumstance-sensitive specificationsgrounded in practical reason; formally, it requires compliance with the requirements of practical reasonableness, avoiding arbitrariness, inefficiency, and departures from the common good. Laws enjoy a presumption of validity, which is qualified by grave injustices that contravene basic goods and affect validity in a focal sense, generally preserving systemic stability without abandoning rational standards of justice.
Contexto:Los debates contemporáneos en la filosofía del derecho reactivan la tensión entre el derecho natural y la jurisprudencia analítica, en particular respecto de los fundamentos de la autoridad, la obligatoriedad y la validez jurídicas en laobra de John Finnis.Objetivo:Examinar cómo Finnis explica la autoridad del derecho mediante la exigencia de legitimidad, articulando la tradición tomista del derecho natural con categorías centrales de la jurisprudencia analítica.Método:Investigación bibliográfica y análisis conceptual, con reconstrucción de la noción tomista de razón práctica y exposición sistemática de los argumentos finnisianos sobre bienes humanos básicos, bien común y requisitos de razonabilidad práctica.Resultado:Se mostró que la autoridad jurídica reclama obediencia como mecanismo de coordinación social orientado al bien común público, pero que su fuerza normativa depende de una legitimidad evaluable por criterios sustantivos y formales. Asimismo, Finnis reformula el punto de vista interno de Hart mediante los conceptos de caso central y sentido focal, con el fin de ofrecer un criterio para descripciones normativamente relevantes de prácticas e instituciones.Conclusiones:En lo sustantivo, la legitimidad exige la protección de los bienes humanos básicos y la salvaguarda de derechos fundamentales como especificaciones situacionales según la razón práctica; en lo formal, demanda el cumplimiento de requisitos de razonabilidad práctica, evitando arbitrariedad, ineficiencia y desviaciones del bien común. Las leyes gozan de una presunción de validez, matizada por injusticias graves que contravienen los bienes básicos y afectan la validez en sentido focal, preservando por regla general la estabilidad del sistema sin renunciar a estándares racionales de justicia.