Este artigo analisa a realidade de estudantes que ocupam simultaneamente os marcadores da neurodiversidade e da dissidência sexual e de gênero, enfrentando o duplo silenciamento no espaço escolar. Com base em uma abordagem interseccional, teórico-crítica e multidisciplinar, o texto evidencia como a invisibilidade estrutural desses sujeitos compromete sua permanência e bem-estar nas instituições de ensino. A partir de revisão bibliográfica e estudos de caso, reflete-se sobre a negligência das políticas públicas e da formação docente frente à complexidade das demandas desses estudantes. O trabalho propõe caminhos pedagógicos para romper esse silenciamento e construir práticas escolares mais inclusivas e interseccionais.