Este artigo tem como objetivo analisar a organização praxeológica do ensino de ângulos em um livro didático do 6º ano do ensino fundamental. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa e toma como referencial teórico-metodológico a Teoria Antropológica do Didático, especialmente no que se refere à análise das praxeologias por meio dos tipos de tarefas e das técnicas propostas. Os resultados evidenciam que o conteúdo é introduzido a partir da retomada de ideias ligadas a visualização e, avança para uma abordagem sistematizada, envolvendo a definição de ângulo. Identificou-se uma diversidade de tipos de tarefa, que vão desde o reconhecimento em situações cotidianas até a representação e medição de ângulos, com predominância de técnicas associadas ao uso de instrumentos e à aplicação de procedimentos previamente apresentados. Observa-se que, embora o material busque articular diferentes significados do conceito, há fragilidades na explicitação das situações propostas, o que pode dificultar a compreensão do estudante e a mediação docente.