O ensino de Ciências tem sido tensionado pela necessidade de superar práticas centradas na transmissão de conteúdos e na memorização, sobretudo diante das demandas formativas associadas à alfabetização científica, ao pensamento crítico e à participação discente. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, as contribuições das metodologias ativas e investigativas para o ensino de Ciências, considerando suas implicações no processo de aprendizagem, na participação dos estudantes e na construção do conhecimento científico no contexto escolar. A investigação caracteriza-se como revisão narrativa de literatura, de natureza qualitativa e abordagem descritivo-analítica, com seleção de artigos científicos publicados entre 2020 e 2026, excluindo revisões, dissertações, teses, anais e trabalhos de eventos. A análise do material permitiu identificar que as metodologias ativas favorecem a reorganização da aula de Ciências ao incorporar estratégias como aprendizagem baseada em problemas, sala de aula invertida, tecnologias digitais e trabalho colaborativo. Observou-se, ainda, que o ensino investigativo contribui para a formulação de hipóteses, análise de evidências, resolução de problemas e mudança conceitual, desde que haja mediação docente qualificada e planejamento coerente. A discussão indicou que essas abordagens ampliam a participação intelectual dos estudantes, mas enfrentam desafios relacionados à formação docente, ao tempo pedagógico, aos recursos escolares e aos modelos avaliativos tradicionais. Conclui-se que as metodologias ativas e investigativas constituem possibilidades consistentes para qualificar o ensino de Ciências, desde que articuladas a objetivos formativos claros e a condições pedagógicas adequadas.