O GESTO, O TRAÇO E O ENCONTRO: AS ARTES VISUAIS COMO FORMA DE EXPRESSÃO NO BERÇÁRIO II

Edição de Janeiro 2026

Endereço:
Rua João Burjakian - Lauzane Paulista
São Paulo / SP
02442-150
Site: http://www.revistaterritorios.com.br
Telefone: (11) 9952-1344
ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 30/01/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

O GESTO, O TRAÇO E O ENCONTRO: AS ARTES VISUAIS COMO FORMA DE EXPRESSÃO NO BERÇÁRIO II

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 1
Autores: EMANUELA ALVES DE SOUZA
Autor Correspondente: EMANUELA ALVES DE SOUZA | revistasterritoriosbr@gmail.com

Palavras-chave: Educação Infantil; Arte; Estética; Linguagens; Bebês.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O artigo apresenta uma reflexão teórica e prática sobre o papel das linguagens artísticas no contexto do Berçário II, compreendendo a arte como experiência sensível e forma privilegiada de expressão do bebê. A investigação parte do entendimento de que, desde muito cedo, os bebês se comunicam por meio de gestos, sons, olhares, movimentos e manipulações de materiais, construindo modos próprios de significar o mundo. Fundamentado em autores como Loris Malaguzzi, Adriana Friedmann, John Dewey, Ana Mae Barbosa e Paulo Fochi, o estudo discute o gesto, o traço e o encontro como dimensões poéticas e comunicativas no processo de aprendizagem, evidenciando que a arte, para além de um produto final, é um percurso de sensações, descobertas e relações. Ao analisar situações de criação no cotidiano do Berçário II, o artigo ressalta que a experiência artística oferece aos bebês oportunidades de explorar texturas, cores, sons e movimentos, favorecendo a ampliação das percepções e o desenvolvimento da autonomia. A pesquisa também destaca que a mediação docente é fundamental para potencializar essas vivências, uma vez que o professor atua como organizador do ambiente, observador sensível e parceiro na construção das narrativas visuais e corporais dos pequenos. A criação de espaços estéticos — planejados, acessíveis e provocadores possibilita que os bebês investiguem materiais, construam hipóteses e expressem subjetividades, fortalecendo a relação entre arte, infância e cultura. Desse modo, o trabalho tem como objetivo valorizar o fazer artístico dos bebês e reafirmar a importância das práticas pedagógicas que reconhecem a potência criadora da primeira infância, contribuindo para uma educação sensível, ética e responsiva.