Este artigo analisa os modos como a imprensa esportiva, dotada de certa liberdade editorial quanto aos fundamentos da profissão, ainda se utiliza de estereótipos por vezes discriminatórios para descrever –e até fomentar –as rivalidades entre clubes de futebol, sob o risco de reduzi-las a meras disputas clubísticas, em vez de considerá-las enquanto elemento de alteridade. Neste trabalho, interessa mais especificamente debater os usos que o jornalismo esportivo faz dos estereótipos de “time do povo” e “time da elite” associados a clubes rivais, suscitando uma pretensa luta de classes entre as equipes. Para tanto, a abordagem teórico-metodológica mescla discussões sobre os conceitos de estereótipo e de rivalidade clubística, em suas interfaces com os fundamentos da profissão, aqui embasados também por depoimentos de dois jornalistas esportivos entrevistados pela autora: Juca Kfouri (Universa/UOL) e Marcelo Barreto (SporTV/Grupo Globo).
This article analyzes how the sports journalism, which enjoys a certain amount of editorial freedom regarding the journalism fundamentals, still uses discriminatory stereotypes to describe –and even foment –rivalries between football clubs, at the risk of reducing them to mere club disputes, instead of considering them as elements of alterity. The intention is to debate the uses that sports journalism makes of “people’s team” and “elite’s team” stereotypes’ associated with rival clubs, which give rise to a supposed class struggle between the teams. To this end, the theoretical-methodological approach combines discussions on the concepts of stereotype and club rivalry, in their interfaces with the journalism fundamentals, here also supported by testimonies from two sports journalists interviewed by the author: Juca Kfouri (Universa/UOL) e Marcelo Barreto (SporTV/Grupo Globo).
Este artículo analiza las formas en que la prensa deportiva, dotada de cierta libertad editorial respecto a los fundamentos de la profesión, todavía utiliza estereotipos a veces discriminatorios paradescribir –e incluso alentar –las rivalidades entre clubes de fútbol, con el riesgo de reducirlas a meras disputas clubísticas, en lugar de considerarlas como un elemento de alteridad. En este trabajo nos interesa discutir los usos que el periodismo deportivo hace de los estereotipos de “equipo del pueblo” y “equipo de élite” asociados a clubes rivales, planteando una supuesta lucha de clases entre equipos. Para ello, el enfoque teórico-metodológico combina discusiones sobre los conceptos de estereotipo y rivalidad de clubes, en sus interfaces con los fundamentos de la profesión, aquí también apoyados en testimonios de dos periodistas deportivos entrevistados por el autor: Juca Kfouri (Universa/UOL) e Marcelo Barreto (SporTV/Grupo Globo).