O MANCALA AWÉLÉ NO CURRÍCULO DA CIDADE DE SÃO PAULO: ETNOMATEMÁTICA E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL

Edição de Março 2026

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ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 30/03/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

O MANCALA AWÉLÉ NO CURRÍCULO DA CIDADE DE SÃO PAULO: ETNOMATEMÁTICA E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 3
Autores: CARLOS ALBERTO ARAÚJO
Autor Correspondente: CARLOS ALBERTO ARAÚJO | revistasterritoriosbr@gmail.com

Palavras-chave: Mancala Awélé; Currículo da Cidade de São Paulo; Etnomatemática; Lei 10.639/03; Educação Antirracist.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O jogo de semeadura Mancala Awele possui uma ferramenta estratégica para a implementação da Lei 10.639/03 no Ensino Fundamental e possui uma ligação direta com o Currículo da Cidade de São Paulo. O presente trabalho tem como principal investigação a fundamentação nos princípios da etnomatemática, proposta por Ubiratan D’Ambrosio que defende o conhecimento e reconhecimento de saberes matemáticos produzidos por culturas diversas. Dentro do contexto das escolas municipais de São Paulo, o Mancala é apresentado como um suporte para o processo de desenvolvimento da matriz de saberes, especificamente no que diz respeito ao pensamento crítico científico criativo e ao repertório cultural. O artigo irá buscar discutir como a mecânica do jogo baseada em conceitos de contagem, partilha e antecipação lógica pode permitir o trabalhar dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento (OAD) de forma interdisciplinar buscando a conexão entre em matemática história e Geografia dos povos africanos. Sendo assim, é possível concluir que a introdução do Mancala Awele dentro do processo educacional escolar paulistano traz como contribuição o processo de desconstrução do eurocentrismo curricular, promovendo assim de forma clara uma educação antirracista e buscando também a valorização da intelectualidade africana. Além dos avanços e ganhos cognitivos em cálculo mental, O jogo estabelece a ética da não fome, onde a regra impossibilita que um jogador deixa o oponente sem sementes, assim dialogando de maneira direta com as bases da solidariedade e da convivência democrática preconizados pela Secretaria Municipal de Educação.