Este artigo investiga, a partir de revisão bibliográfica, as contribuições do conhecimento sobre o povo Maasai, do leste africano, para a construção de uma educação antirracista no Brasil, em consonância com os princípios da Lei n.º 10.639/2003 e suas diretrizes para o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira. O povo Maasai, habitante das savanas do Quênia e da Tanzânia, é reconhecido mundialmente por sua resistência cultural, sua organização social sofisticada e seu profundo vínculo com o território. A pesquisa parte do princípio de que o ensino sobre a África precisa superar os estereótipos coloniais e apresentar aos estudantes a diversidade, a complexidade e a riqueza das culturas africanas em sua contemporaneidade. A metodologia adotada é a revisão de literatura de caráter qualitativo, com base em obras da antropologia, da história africana e da educação antirracista. Os resultados apontam que o estudo da cultura Maasai pode contribuir significativamente para a desconstrução do imaginário eurocêntrico sobre a África e para o fortalecimento da identidade de estudantes negros. As Considerações Finais reafirmam a centralidade de uma educação africana e afrodiaspórica como eixo estruturante de uma pedagogia antirracista.