A proposta do presente estudo é analisar como as personagens femininas são apresentadas na teledramaturgia brasileira, tendo como objeto de estudo a personagem Mariana de Renascer – Rede Globo de Televisão, as estratégias narrativas e sua repercussão midiática, com enfoque na revista Contigo!, durante a exibição da primeira versão e do remake. Considerando que a imprensa pauta debates públicos ao passo em que se apropria de interesses políticos, socioeconômicos, culturais, busca-se verificar se e analisar como a figura de Mariana de Theresa Fonseca, em 2024, ocupa espaços midiáticos três décadas depois da interpretação de Adriana Esteves, convergindo ou contrapondo-se às expressividades estéticas da narrativa televisual. Logo, ao considerar que a telenovela brasileira é um fenômeno comunicacional que ocasiona múltiplos episódios interacionais, perpassando conversas informais, matérias de revistas, jornais e redes sociais, os circuitos comunicacionais proliferam e os modos de se dar a ver as personagens femininas podem apresentar rastros e efeitos da/na sociedade.
The purpose of the present study is to analyze how female characters are portrayed in Brazilian television drama, taking as its object of analysis the character Mariana from Renascer – Rede Globo de Televisão, considering the narrative strategies employed and their media repercussions, with particular emphasis on Contigo! magazine during the broadcast of the original version and the remake. Taking into account that press both shapes public debate and appropriates political, socioeconomic, and cultural interests, the text seeks to examine whether – and how – the figure of Mariana, portrayed by Theresa Fonseca in 2024, occupies media spaces three decades after the interpretation of Adriana Esteves, either converging with or diverging from the aesthetic expressivities of the televisual narrative. Thus, by acknowledging Brazilian telenovelas as a communicational phenomenon that generates multiple interactional episodes–spanning informal conversations, magazine features, newspaper articles, and social media–the proliferation of communicational circuits is observed, as well as the ways in which representations of female characters may reveal traces and effects within society.