Objetiva apresentar uma visão geral de estudos publicados na revista Knowledge Organization que abordam a relação entre mulheres e Organização do Conhecimento. A pesquisa, de caráter bibliográfico, exploratório e descritivo, identificou e analisou seis artigos dos quais apresentam contribuições teóricas, críticas e aplicadas orientadas por perspectivas feministas, interseccionais e decoloniais, com foco na construção de Sistemas de Organização do Conhecimento mais sensíveis às diversidades epistêmicas, sociais e identitárias. Os trabalhos analisados destacam abordagens contextuais e epistemológicas que reconhecem o feminismo como um discurso teórico complexo, do qual demanda revisão de termos, relações semânticas, políticas de indexação, e atualização terminológica contínua. Recomendam a adoção de categorias graduais e prototípicas para ampliar a flexibilidade classificatória, além do uso de ontologias relacionais fundamentadas em saberes indígenas. Destaca-se como iniciativa voltada à aplicação prática da Organização do Conhecimento, o desenvolvimento da ontologia OntoVDFcM, destinada a apoiar a Ficha Nacional de Avaliação de Risco e o Boletim de Ocorrência Policial. O estudo evidencia a diversidade das abordagens sobre mulheres e Organização do Conhecimento na revista, contribuindo para o mapeamento de tendências e para o fortalecimento do debate sobre representação e justiça informacional nos Sistemas de Organização do Conhecimento.
This study aims to present an overview of research published in the journal Knowledge Organization that addresses the relationship between women and Knowledge Organization. Bibliographic, exploratory, and descriptive in nature, the study identified and analyzed six articles that offer theoretical, critical, and applied contributions grounded in feminist, intersectional, and decolonial perspectives, with a focus on the development of Knowledge Organization Systems that are more sensitive to epistemic, social, and identity-based diversities. The analyzed works emphasize contextual and epistemological approaches that recognize feminism as a complex theoretical discourse, which calls for the revision of terms, semantic relationships, indexing policies, and continuous terminological updating. They recommend the adoption of gradual and prototypical categories to increase classificatory flexibility, as well as the use of relational ontologies grounded in Indigenous knowledge. The development of OntoVDFcM is also highlighted as a practical initiative in Knowledge Organization, designed to support the National Risk Assessment Form and the Police Incident Report. The study demonstrates the diversity of approaches to women and Knowledge Organization in the journal, contributing to the mapping of research trends and to the strengthening of debates on representation and informational justice in Knowledge Organization Systems.