Contextualização:O setor bancário brasileiro combina bancos privados e estatais de capital aberto, articulando práticas de mercado e diretrizes estatais, o que gera desafios de governança. A diversidade estrutural exige compreender como o tipo de controle influencia incentivos e práticas como independência dos conselhos, compliance, transparência e representação de minoritários.Objetivo:Este estudo teve como objetivo identificar as diferenças nas práticas de governança corporativa entre o Banco do Brasil S.A. e os principais bancos privados do país.Método:A pesquisa utiliza estudo de caso múltiplo para analisar práticas de governança em quatro bancos brasileiros (estatal e privados). A coleta de dados foi feita por análise documental de relatórios e códigos oficiais dos últimos cinco anos, extraídos de fontes confiáveis como B3, CVM e Banco Central. Resultados:Em geral, os bancos atendem aos requisitos mínimos, mas diferem na forma de internalizar pressões regulatórias, demandas de mercado e expectativas sociais. Todos convergem em práticas essenciais, reflexo da forte regulação e da importância da confiança. As diferenças surgem na profundidade dessas práticas: Banco do Brasil destaca-se pelo Novo Mercado e IGG, Itaú pela reputação, Bradesco pela gestão profissionalizada e Santander pelos padrões globais de conformidade.Conclusões:O estudo demonstra que a governança corporativa no setor bancário brasileiro resulta da interação entre propriedade, regulação e objetivos institucionais, ao invés de um modelo único.
Background:The Brazilian banking sector combines private and state-owned publicly traded banks, articulating market practices and state guidelines, which creates governance challenges. This structural diversity requires understanding how the type of control influences incentives and practices such as board independence, compliance, transparency, and minority representation. Purpose:This study aimed to identify the differences in corporate governance practices between Banco do Brasil S.A. and the main private banks in the countryMethod:The research adopts a multiple case study to analyze governance practices in four Brazilian banks (state-owned and private). Data collection was conducted through documentary analysis of reports and official codes from the last five years, extracted from reliable sources such as B3, CVM (Securities and Exchange Commission), and the Central Bank. Results:In general, the banks meet the minimum requirements, but differ in how they internalize regulatory pressures, market demands, and social expectations. All converge on essential practices, reflecting strong regulation and the importance of trust. The differences arise in the depth of these practices: Banco do Brasil stands out for Novo Mercado and IGG (Integrated Governance and Management Index), Itaú for its reputation, Bradesco for its professionalized management, and Santander for its global compliance standards.Conclusions:The study demonstrates that corporate governance in the Brazilian banking sector results from the interaction between ownership, regulation, and institutional objectives, rather than from a single model.
Contextualización:El sector bancario brasileño combina bancos privados y estatales de capital abierto, articulando prácticas de mercado y directrices estatales, loque genera desafíos de gobernanza. La diversidad estructural exige comprender cómo el tipo de control influye en incentivos y prácticas como la independencia de los consejos, el cumplimiento normativo, la transparencia y la representación de los accionistas minoritarios.Objetivo:El objetivo de este estudio fue identificar las diferencias en las prácticas de gobernanza corporativa entre el Banco do Brasil S.A. y los principales bancos privados del país, teniendo en cuenta sus distintas estructuras de control accionarial.Método:La investigación adopta múltiples estudios de caso para analizar las prácticas de gobernanza en cuatro bancos brasileños (estatales y privados). La recopilación de datos se realizó mediante el análisis documental de informes y códigos oficiales de los últimos cinco años, extraídos de fuentes fiables como B3, CVM y Banco Central.Resultados:En general, los bancos cumplen los requisitos mínimos, pero difieren en la forma de internalizar las presiones regulatorias, las demandas del mercado y las expectativas sociales. Todos convergen en prácticas esenciales, reflejo de la fuerte regulación y la importancia de la confianza. Las diferencias surgen en la profundidad de estas prácticas: Banco do Brasil se destaca por el Nuevo Mercado y el IGG, Itaú por su reputación, Bradesco por su gestión profesionalizada y Santander por sus estándaresglobales de cumplimiento.Conclusiones:El estudio demuestra que la gobernanza corporativa en el sector bancario brasileño es el resultado de la interacción entre la propiedad, la regulación y los objetivos institucionales, en lugar de un modelo único.