OS IMPACTOS DO RACISMO NO PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Edição de Junho 2026

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ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 30/06/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

OS IMPACTOS DO RACISMO NO PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 6
Autores: GABRIELA DOS SANTOS MARCELINO MAGALHÃES
Autor Correspondente: GABRIELA DOS SANTOS MARCELINO MAGALHÃES | revistasterritoriosbr@gmail.com

Palavras-chave: Racismo; Transtorno do Espectro Autista; Inclusão escolar; Interseccionalidade; Diagnóstico.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este trabalho analisa os impactos do racismo no processo de identificação e acompanhamento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista, considerando as relações entre desigualdade racial, inclusão escolar e acesso ao diagnóstico e ao suporte educacional. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, desenvolvida a partir da análise de produções científicas nacionais e internacionais publicadas entre 2020 e 2025, com ênfase em estudos sobre racismo estrutural, autismo, escolarização e interseccionalidade. O estudo teve como objetivo compreender de que maneira o racismo interfere no reconhecimento precoce do TEA, no encaminhamento institucional e no acompanhamento escolar de estudantes negros autistas. Os resultados da análise evidenciaram que o racismo atua como fator estrutural no atraso diagnóstico, na invisibilização das necessidades desses estudantes e na limitação do acesso a serviços especializados e estratégias pedagógicas adequadas. Verificou-se ainda que a escola, embora possa desempenhar papel fundamental na identificação de sinais do transtorno e na promoção da inclusão, também pode reproduzir práticas excludentes quando desconsidera as dimensões raciais presentes na experiência escolar. Além disso, observou-se que as famílias, especialmente as mães, frequentemente assumem papel central na garantia de direitos, diante da insuficiência de respostas institucionais. Conclui-se que a inclusão de estudantes negros com TEA exige uma perspectiva interseccional, capaz de articular  educação, raça e deficiência, bem como o fortalecimento de políticas públicas, formação profissional e práticas pedagógicas comprometidas com a equidade e com a justiça social.