PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE SOBRE TENTATIVAS DE SUICÍDIO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: UMA REVISÃO DE ESCOPO

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ISSN: 1982-114X
Editor Chefe: Nelton Anderson Bespalez Corrêa
Início Publicação: 31/01/1997
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde

PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE SOBRE TENTATIVAS DE SUICÍDIO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: UMA REVISÃO DE ESCOPO

Ano: 2026 | Volume: 30 | Número: 2
Autores: Ana Luisa Serrano Lima, Camila Harmuch, Anny Caroline Ribeiro Devechi, Patrícia Gisele Sanches, Ghisleine Cristiane de Castro Antunes, Graciele Cadahaiane de Oliveira, Luana Cristina Bellini, Marcelle Paiano
Autor Correspondente: Ana Luisa Serrano Lima | analuisa095@gmail.com

Palavras-chave: Adolescente, Criança, Pessoal de Saúde, Serviços de Saúde Mental, Tentativa de Suicídio, Adolescent, Attempted, Child, Health Personnel, Mental Health, Services, Suicide, Adolescente, Intento de Suicidio, Ninõ, Personal de Salud, Servicios de Salud Mental

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Mapear na literatura científica as percepções dos profissionais de saúde em relação à tentativa de suicídio em crianças e adolescentes.Trata-se de uma revisão de escopo desenvolvida conforme metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e relatada segundo diretrizes PRISMA-ScR. O protocolo foi registrado no Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/3NMUB). A busca sistemática foi realizada nas bases PubMed, Web of Science, SCOPUS, Embase e Biblioteca Virtual da Saúde, além de literatura cinzenta. A questão norteadora seguiu estratégia PCC: "Quais são as percepções dos profissionais da saúde sobre tentativa de suicídio infantojuvenil?". Foram incluídos estudos qualitativos em português, inglês e espanhol. De 750 estudos identificados, 10 foram incluídos na análise final, representando pesquisas do Reino Unido, Nicarágua, Holanda, Brasil, França, Austrália e Estados Unidos. Nove estudos apresentaram nível de evidência IV e um nível III segundo classificação JBI. A análise revelou percepções profissionais heterogêneas, evidenciando desafios na capacitação, presença de estigmas, dificuldades no manejo clínico e necessidade de protocolos específicos para populações infantojuvenis. Os profissionais relataram sentimentos de despreparo, ansiedade e frustração ao atender casos de tentativa de suicídio em jovens. Identificaram-se barreiras relacionadas à comunicação com pacientes pediátricos, falta de treinamento específico e recursos inadequados nos serviços de saúde. O estudo evidenciou lacunas significativas na formação dos profissionais de saúde para manejo adequado de situações de risco suicida infantojuvenil, destacando a necessidade de estratégias de educação permanente e desenvolvimento de protocolos clínicos específicos no âmbito do SUS.



Resumo Inglês:

To map the scientific literature on health professionals' perceptions regarding suicide attempts in children and adolescents. This is a scoping review developed according to the Joanna Briggs Institute (JBI) methodology and reported following the PRISMA-ScR guidelines. The protocol was registered in the Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/3NMUB). The systematic search was conducted in the PubMed, Web of Science, SCOPUS, Embase, and Virtual Health Library databases, in addition to gray literature. The guiding question followed the PCC strategy: "What are health professionals' perceptions of youth suicide attempts?". Qualitative studies in Portuguese, English, and Spanish were included. Out of 750 identified studies, 10 were included in the final analysis, representing research from the United Kingdom, Nicaragua, the Netherlands, Brazil, France, Australia, and the United States. Nine studies presented evidence level IV and one level III according to JBI classification. The analysis revealed heterogeneous professional perceptions, highlighting challenges in training, the presence of stigmas, difficulties in clinical management, and the need for specific protocols for child and adolescent populations. Professionals reported feelings of unpreparedness, anxiety, and frustration when assisting cases of suicide attempts in young people. Barriers were identified related to communication with pediatric patients, lack of specific training, and inadequate resources in health services. The study evidenced significant gaps in the training of health professionals for the adequate management of youth suicide risk situations, underscoring the need for ongoing education strategies and the development of specific clinical protocols within the scope of the SUS.



Resumo Espanhol:

El objetivo de este estudio fue mapear la literatura científica sobre las percepciones de los profesionales de la salud respecto a los intentos de suicidio en niños, niñas y adolescentes. Se trata de una revisión exploratoria desarrollada según la metodología del Instituto Joanna Briggs (JBI) y presentada siguiendo las directrices PRISMA-ScR. El protocolo se registró en la plataforma Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/3NMUB). La búsqueda sistemática se realizó en las bases de datos PubMed, Web of Science, SCOPUS, Embase y la Biblioteca Virtual en Salud, además de literatura gris. La pregunta guía siguió la estrategia PCC: "¿Cuáles son las percepciones de los profesionales de la salud sobre los intentos de suicidio en jóvenes?". Se incluyeron estudios cualitativos en portugués, inglés y español. De los 750 estudios identificados, 10 se incluyeron en el análisis final, representando investigaciones del Reino Unido, Nicaragua, los Países Bajos, Brasil, Francia, Australia y Estados Unidos. Nueve estudios presentaron un nivel de evidencia IV y uno un nivel III según la clasificación del JBI. El análisis reveló percepciones profesionales heterogéneas, destacando desafíos en la formación, la presencia de estigmas, dificultades en el manejo clínico y la necesidad de protocolos específicos para la población infantil y adolescente. Los profesionales reportaron sentimientos de falta de preparación, ansiedad y frustración al atender casos de intentos de suicidio en jóvenes. Se identificaron barreras relacionadas con la comunicación con pacientes pediátricos, la falta de formación específica y la insuficiencia de recursos en los servicios de salud. El estudio evidenció importantes deficiencias en la formación de los profesionales de la salud para el manejo adecuado de situaciones de riesgo de suicidio juvenil, subrayando la necesidad de estrategias de educación continua y el desarrollo de protocolos clínicos específicos.