A presente pesquisa abrange a realização de uma análise da gestão nutricional do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em tempos de pandemia, considerando as estratégias de adaptação dos nutricionistas frente à calamidade pública. Trata-se de um estudo de caso realizado em dois municípios da região sudoeste do estado de São Paulo, com abordagem qualitativa. Foram realizadas entrevistas semiestruturada juntamente com nutricionistas do programa nos municípios. Antes da pandemia, enquanto os estudantes estavam frequentando as unidades de ensino e tinham o devido acesso à alimentação escolar, a política pública contribuía fortemente para o desenvolvimento, crescimento e rendimento escolar dos estudantes, promovendo a formação de hábitos alimentares saudáveis. Mas, durante a pandemia da Covid-19, surgiu um novo cenário, que afetou negativamente o sistema de ensino presencial de qualidade, comprometendo o acesso à alimentação escolar pelos estudantes nas escolas. Após a retomada gradativa das aulas presenciais nas escolas, os beneficiários do programa voltaram a ter acesso à alimentação escolar. Apesar de a gestão nutricional juntamente com os gestores locais terem adotado estratégias de adaptação durante a pandemia, os alunos ainda sim tiveram um grau de insegurança alimentar leve durante a pandemia. Mesmo com algumas iniciativas durante a pandemia do covid-19, estas não foram suficientes para garantir a segurança alimentar adequada dos alunos, o que causou perdas na qualidade do ensino e aprendizagem no período.