A presente pesquisa recupera o testemunho narrativo de quatro professoras rurais aposentadas que trabalharam em Pila, um município da província de Buenos Aires (Argentina), caracterizado pela sua extensa área territorial e por uma importante ruralidade dispersa. Seus percursos foram variados; suas trajetórias entre o rural e o urbano foram sinuosas. Suas memórias reconstroem comunidades escolares rurais – algumas já desaparecidas – em um cenário bonaerense profundamente transformado. Entre os fragmentos de seus relatos, entretanto, emerge a questão da maternidade. Observa-se que o cuidado infantil tornou-se um terreno complexo, situado entre um espaço rural e uma tarefa docente que exigiam borrar os limites entre o trabalho e a vida privada. A ideia de sacrifício, intimamente associada ao campo como lugar de privação, molda recriminações quanto aos seus próprios modos de maternar, ao mesmo tempo que desenvolviam práticas comprometidas de maternagem nas salas de aula.
This study gathers the narrative testimonies of four retired rural teachers who worked in Pila, a district in the province of Buenos Aires (Argentina) characterized by its vast territory and significant dispersed rurality. Their journeys were diverse; their paths between rural and urban contexts were marked by zigzagging trajectories. Their memories reconstruct rural school communities—some of which no longer exist—within a profoundly transformed landscape in Buenos Aires. Among the fragments of their narratives, however, the issue of motherhood emerges. It is observed that childcare became a complex domain, situated between a rural environment and a teaching role that blurred the boundaries between work and private life. The notion of sacrifice, closely tied to the countryside as a space of deprivation, shapes reproaches regarding their own approaches to motherhood while simultaneously fostering committed caregiving practices within the classroom
La presente investigación recupera el testimonio narrativo de cuatro maestras rurales jubiladas que trabajaron en Pila, un partido de la provincia de Buenos Aires (Argentina) amplio territorialmente y con una importante ruralidad dispersa. Sus recorridos fueron variados; sus trayectorias entre lo rural-urbano, zigzagueantes. Sus memorias reconstruyen comunidades escolares rurales -algunas ya desaparecidas- en un escenario bonaerense profundamente transformado. Entre los resquicios de los relatos, sin embargo, aparece la cuestión de la maternidad. Se observa que el cuidado infantil se convirtió en un terreno enredado, situado entre un espacio rural y una tarea docente que demandaban borronear los límites entre el trabajo y la vida privada. La idea del sacrificio, asociada estrechamente con el campo como privación, da forma a reproches en cuanto a sus propios modos de maternar, al tiempo que desenvolvían comprometidas prácticas de maternaje en las aulas.