A Lei da Atração tornou-se amplamente difundida nas últimas décadas como uma explicação para a manifestação de eventos desejados por meio do pensamento positivo, da intenção consciente e da visualização mental. Apesar de sua popularização, observa-se que a maioria das pessoas que adota tais práticas não alcança resultados consistentes, sustentáveis ou mensuráveis. Este artigo propõe uma análise crítica desse fenômeno a partir de uma abordagem interdisciplinar, integrando contribuições teóricas de Joe Dispenza e Bruce H. Lipton com fundamentos da neurociência, da psicologia do comportamento, da epigenética e da psicossomática contemporânea. Defende-se que o fracasso recorrente da chamada Lei da Atração não reside na mente consciente, mas na permanência de padrões neurobiológicos, emocionais e somáticos condicionados, que operam predominantemente de forma inconsciente. Argumenta-se que a transformação efetiva exige coerência psicofisiológica e reprogramação profunda da memória corporal, indo além da intenção cognitiva e do pensamento positivo.