O feijão preto (Phaseolus vulgaris L.) é a leguminosa mais consumida e produzida no Brasil, mas sua qualidade física comercial em regiões tropicais ainda é pouco conhecida. Este estudo avaliou a qualidade física de grãos de feijão preto comercializados em feira livre no município de Santana do Araguaia (PA), na Amazônia Oriental, região Norte do Brasil. Utilizou-se como parâmetro a Instrução Normativa MAPA nº 12/2008. Foram determinados os percentuais de impurezas, insetos mortos, matérias estranhas, defeitos leves, grãos mofados/ardidos/germinados, carunchados, teor de umidade, biometria e massa de 30 grãos. Os resultados mostraram ausência de impurezas e insetos mortos. Para matérias estranhas (0,80%) e defeitos leves (10,01%), os grãos foram classificados como Tipo 2. No entanto, o percentual de grãos mofados, ardidos e germinados (37,60%) superou drasticamente o limite máximo permitido de 1,5%, resultando na desclassificação do lote. O teor de umidade (15,95%) também ficou acima do recomendado (14,00%). Conclui-se que o feijão preto comercializado no Sul do Pará apresenta qualidade física insatisfatória e risco potencial à saúde do consumidor, evidenciando a necessidade de fiscalização e estudos complementares sobre micotoxinas.