Introdução: Entre os sintomas da percepção subjetiva do declínio cognitivo, está a queixa da falta de memória. É importante sua avaliação qualitativa, visto que o fator psicológico e a forma com que o idoso lida com os declínios funcionais possuem influência na prevenção de doenças e na adesão aos tratamentos. Objetivo: Conhecer e compreender se a queixa de falta de memória influencia o tratamento fisioterapêutico de idosas atendidas em um Centro de Reabilitação Física. Materiais e Métodos:Estudo descritivo exploratório de caráterqualitativo. A população do estudo foi composta por idosas acima de 60 anos que apresentavam alteração da função cognitiva, verificada por meio do Miniexame do Estado Mental (MEEM). A coleta de dados foi feita por meio de uma entrevista semiestruturada, com áudio gravado, baseada na seguinte pergunta orientadora: “Para você, a queixa da falta de memória afeta seu tratamento fisioterapêutico?”. No caso de resposta negativa ou afirmativa, foi dito: “Fala-me mais sobre isso”. Resultados:Dezenove mulheres foram entrevistadas, a maioria delas afirmou que a queixa da falta de memória não influencia o tratamento fisioterapêutico. Conclusões:Para o fisioterapeuta, é relevante adicionar em sua avaliação rotineira do paciente idoso uma avaliação cognitiva, por meio de escalas e instrumentos específicos; e adicionar em seu plano de condutas, seja para prevenção ou tratamento das queixas de falta de memória, os treinos cognitivos, visto que podem auxiliar os idosos com esses sintomas a melhorar o desempenho e adesão às abordagens da fisioterapia.
Introduction: Among the symptoms of the subjective perception of cognitive decline is the complaint of lack of memory. Its qualitative assessment is important, since the psychological factor and the way the elderly deal with functional declines have an influence on disease prevention and adherence to treatments. Objective:To know and understand if the complaint of lack of memory influences the physical therapy treatment of elderly women treated at a Physical Rehabilitation Center. Materials and methods:Descriptive exploratory qualitative study. The study population consisted of elderly women over 60 years of age who had altered cognitive function, verified through the Mini-Mental State Examination (MMSE). Data collection was carried out through a semi-structured audio recorded interview based on the following guiding question: “For you, does the complaint of lack of memory affect your physical therapy treatment?”. In the case of a negative or an affirmative answer, it was said: “Tell me more about this”.Results:Nineteen women were interviewed, most of them said that the complaint of lack of memory does not influence the physical therapy treatment. Conclusions:For the physical therapist, it is relevant to add a cognitive assessment to their routine assessment of the elderly patient, using specific scales and instruments; and add cognitive training to your plan of conduct, whether for prevention or treatment of complaints of poor memory, as they can help elderly people with these symptoms to improve performance and adherence to physical therapy approaches.
Introducción: Entre los síntomas de la percepción subjetiva del deterioro cognitivo se encuentra la queja de falta de memoria. Su evaluación cualitativa es importante, ya que el factor psicológico y la forma que los ancianos enfrentan los deterioros funcionales influyen en la prevención de la enfermedad y en la adherencia a los tratamientos. Objetivo:Conocer y comprender si la queja de falta de memoria influye en el tratamiento de la fisioterapia de ancianas atendidas en un Centro de Rehabilitación Física. Materiales y métodos:Estudio descriptivo cualitativo exploratorio. La población de estudio estuvo constituida por ancianas mayores de 60 años que presentaban función cognitiva alterada, verificada a través del Mini-Examen del Estado Mental (MMSE). La recolección de datos se realizó a través de una entrevista semiestructurada grabada en audio, basada en la siguiente pregunta orientadora: “¿Para usted, la queja de falta de memoria afecta su tratamiento de fisioterapia?”. En caso de respuesta negativa o afirmativa, se decía: “Cuénteme más sobre esto”. Resultados:Diecinueve mujeres fueron entrevistadas, la mayoría dijo que la queja de falta de memoria no influye en el tratamiento de fisioterapia. Conclusiones:Para el fisioterapeuta es relevante incorporar la evaluación cognitiva del paciente anciano a su rutina, utilizando escalas e instrumentos específicos; y agregue entrenamiento cognitivo a su plan de conducta, sea para la prevención o el tratamiento de problemas de falta de memoria, ya que pueden ayudar a las personas mayores con estos síntomas a mejorar el rendimiento y la adherencia a los enfoques de fisioterapia.