artigo objetiva analisar o efeito moderador da reeleição na relação entre comportamento dos
gastos ambientais e as políticas de vanguarda (saúde, educação, segurança, infraestrutura) dos
municípios brasileiros, preenchendo uma lacuna ao examinar como a busca pela permanência no
poder influencia a manipulação dos gastos para melhorar a imagem dos gestores, com implicações
na seleção de despesas. A análise abrangeu 46.881 observações de 5.007 municípios brasileiros,
no período de 2007 a 2021, empregando regressão de dados em painel para examinar como os
gastos ambientais afetam diferentes categorias de despesas de vanguarda. Os resultados revelam
uma associação entre os gastos ambientais e os gastos em educação, sugerindo adaptações
orçamentárias para abordar questões ambientais, enquanto a moderação da reeleição indica uma
gestão mais influenciada pela escassez de recursos do que pela busca oportunista. Além disso,
outros modelos contradizem essa relação, enfatizando o impacto percebido dos gastos em saúde e
segurança na imagem política dos gestores. A preferência pela segurança municipal sobre os gastos
ambientais para fins de reeleição, juntamente com a estabilidade dos gastos com infraestrutura ao
longo do tempo, sugere uma possível subutilização desses recursos em momentos de crise no
contexto brasileiro.
The article aims to analyze the moderating effect of re-election on the relationship between
environmental spending behavior and forward-looking policies (health, education, safety,
infrastructure) in Brazilian municipalities, filling a gap by examining how the quest to remain in
power influences the manipulation of spending to improve the image of managers, with
implications for expenditure selection. The analysis covered 46,881 observations from 5,007
Brazilian municipalities from 2007 to 2021, employing panel data regression to examine how
environmental spending affects different categories of frontline spending. The results reveal an
association between environmental spending and spending on education, suggesting budgetary
adaptations to address environmental issues, while the moderation of re-election indicates a
management more influenced by the scarcity of resources than by opportunistic pursuit. In
addition, other models contradict this relationship, emphasizing the perceived impact of spending
on health and safety on the political image of managers. The preference for municipal security
over environmental spending for re-election purposes, together with the stability of infrastructure
spending over time, suggests a possible underutilization of these resources in times of crisis in the
Brazilian context.