O artigo analisa as relações da União Soviética (URSS) com os Estados africanos que foram seus aliados. O período estudado abarca as décadas de 1970-1980, com foco nas motivações recíprocas, nos elementos condicionantes e nos impactos e legados decorrentes de tal relação. Este processo adquiriu relevância tardiamente, em um curto período de duas décadas (1969-89), esteve direcionado a alguns países, mas foi intenso (muitas vezes motivado por Cuba) e teve impacto relevante na transformação da África. Busca-se comprovar que as nações africanas não foram “peões” da Guerra Fria em sua cooperação com Moscou, nem a URSS possuía um projeto sistêmico de “exportação da revolução” ou Grand Design geopolítico para a África.
The article analyzes the Soviet Union (USSR) relations with African states that were its allies. The period studied covers the 1970s and the 1980s, focusing on reciprocal motivations, conditioning elements and the resulting impacts and legacies of this relationship. This process gained relevance belatedly, over a short period of two decades (1969-89), targeted a few countries, but was intense (often motivated by Cuba) and had a relevant impact on the transformation of Africa. The article seeks to demonstrate that African nations were not “pawns” of the Cold War in their cooperation with Moscow, nor did the USSR have a systemic project of “exporting the revolution” or a geopolitical Grand Design for Africa.