Introdução: O estudo aborda a resistência bacteriana em crianças decorrente do uso excessivo de antibióticos. Esses medicamentos são fundamentais no tratamento de infecções bacterianas, especialmente na pediatria, devido à ação bacteriostática e bactericida. No entanto, o uso inadequado tem contribuído para o aumento da resistência bacteriana, comprometendo a eficácia terapêutica. O problema é agravado por práticas como prescrições excessivas, automedicação e falta de orientação adequada. Objetivo: Identificar as principais bactérias resistentes a antibióticos em crianças e analisar os riscos e consequências do uso excessivo desses medicamentos para a saúde infantil. Metodologia: Revisão sistemática de literatura, com estudos publicados entre os anos de 2018 e 2025, em inglês, espanhol e português, que envolvam crianças de 0 a 15 anos e abordem resistência bacteriana na área pediátrica nas bases de dados SciELO, LILACS, PubMed, Cochrane Library, Scopus e fontes governamentais. Resultados: Os estudos evidenciam o uso indiscriminado de antibióticos em pediatria e o aumento de cepas multirresistentes. As principais bactérias encontradas foram E. coli, K. pneumoniae e S. aureus, com destaque para infecções urinárias e respiratórias. Conclusão: O enfrentamento da resistência antimicrobiana na pediatria exige uma abordagem integrada que envolva vigilância epidemiológica, políticas públicas eficazes, educação em saúde e fortalecimento da prática clínica baseada em evidências.