A revascularização pulpar (RP) consiste no restabelecimento do fluxo sanguíneo intrapulpar, após desinfecção da cavidade pulpar, por indução de sangramento apical, por meio do qual as células-tronco da região periapical alcançam o espaço do canal radicular e se diferenciam em um novo tecido conjuntivo semelhante à polpa. Objetivo: Descrever a técnica de RP utilizando cimento biocerâmico em incisivo central superior com rizogênese incompleta de paciente adulto. Relato de caso: Paciente do gênero feminino com 37 anos de idade procurou tratamento endodôntico para um dente com ápice aberto. O exame radiográfico revelou lesão periapical radiolúcida extensa. O tratamento de RP foi realizado em duas sessões, utilizando clorexidina (CLX) 2% como única solução antimicrobiana, EDTA 17% como solução quelante, agitação ultrassônica passiva dos irrigantes, e pasta de hidróxido de cálcio Ultracall XS® como medicação intracanal entre sessões por 7 dias. Na segunda consulta, após confirmação da ausência de sinais e sintomas de infecção secundária ou persistente, o sangramento intracanal foi induzido por instrumentação excessiva com uma lima manual K #25 posicionada 2 mm além do forame apical. Sobre o coágulo sanguíneo, foram colocados sequencialmente uma esponja hemostática de colágeno reabsorvível (Hemospon®), um tampão cervical de MTA Angelus® e uma base de cimento de ionômero de vidro. A cavidade de acesso foi restaurada com resina composta Master Fill®. Conclusão: Doze meses após conclusão da RP, o dente estava assintomático e com sinais de reparo da lesão periapical e de fechamento do ápice radicular, demonstrando sucesso do tratamento.
Introduction: Pulp revascularization (PR) consists of reestablishing intrapulpal blood flow, after disinfection of the pulp cavity, by inducing apical bleeding, through which stem cells from the periapical region reach the root canal space and differentiate into a new pulp-like connective tissue. Objective: To describe the technique PR using bioceramic cement in a maxillary central incisor with incomplete root formation in an adult patient. Case report: A 37-year-old female patient sought endodontic treatment for a tooth with open apex. Radiographic examination revealed an extensive radiolucent periapical lesion. The PR treatment was carried out in two sessions, using 2% chlorhexidine (CLX) as the only antimicrobial solution, 17% EDTA as a chelating solution, passive ultrasonic agitation of the irrigants, and Ultracall XS® calcium hydroxide paste as intracanal medication between sessions for 7 days. At the second visit, after confirming the absence of signs and symptoms of secondary or persistent infection, intracanal bleeding was induced by excessive instrumentation with a #25 K hand file positioned 2 mm beyond the apical foramen. A resorbable collagen hemostatic sponge (Hemospon®), an MTA Angelus® cervical plug and a glass ionomer cement base were sequentially placed on the blood clot. The access cavity was restored with Master Fill® composite resin. Conclusion: Twelve months after completion of the PR, the tooth was asymptomatic and showed signs of repair of the periapical lesion and closure of the root apex, demonstrating successful treatment.
Introducción: La revascularización pulpar (RP) consiste en restaurar el flujo sanguíneo intrapulpar después de la desinfección de la cavidad pulpar mediante la inducción de sangrado apical, a través del cual las células madres de la región periapical alcanzan el espacio del conducto radicular y se diferencian en nuevo tejido conectivo similar a la pulpa. Objetivo: Describir la técnica de reparación radicular parcial (RP) utilizando cemento biocerámico en un incisivo central maxilar con formación radicular incompleta en un paciente adulto. Informe de caso: Una paciente de 37 años buscó tratamiento endodóntico para un diente con un ápice abierto. El examen radiográfico reveló una extensa lesión periapical radiolúcida. El tratamiento de RP se realizó en dos sesiones, utilizando clorhexidina (CLX) al 2% como única solución antimicrobiana, EDTA al 17% como solución quelante, agitación ultrasónica pasiva de los irrigantes y pasta de hidróxido de calcio Ultracall XS® como medicamento intraconducto entre sesiones durante 7 días. En la segunda cita, tras confirmar la ausencia de signos y síntomas de infección secundaria o persistente, se indujo un sangrado intraconducto mediante instrumentación excesiva con una lima K manual del n.° 25, colocada 2 mm más allá del foramen apical. Se colocaron secuencialmente sobre el coágulo sanguíneo una esponja hemostática de colágeno reabsorbible (Hemospon®), un tapón cervical Angelus® MTA y una base de cemento de ionómero de vidrio. La cavidad de acceso se restauró con resina compuesta Master Fill®. Conclusión: Doce meses después de la PR, el diente se encontraba asintomático y presentaba signos de reparación de la lesión periapical y cierre del ápice radicular, lo que demuestra el éxito del tratamiento