Este artigo discute a rotina na Educação Infantil como dimensão estruturante do cotidiano pedagógico e como espaço privilegiado de constituição subjetiva, social e cultural das crianças. Sustentado empesquisa qualitativa de natureza bibliográfica e documental, o estudo articula referenciais clássicos e contemporâneos da Psicologia do Desenvolvimento, da Sociologia da Infância e da Pedagogia crítica. Argumenta-se que a rotina, quando compreendida para além de sua função organizacional, configura-se como território de experiências, vínculos, mediações e produção de sentidos. A análise evidencia que práticas rigidamente estruturadas tendem a empobrecer a experiência infantil, enquanto rotinas flexíveis, intencionais e eticamente comprometidas favorecem autonomia, segurança emocional, participação e desenvolvimento integral. Conclui-se que refletir sobre o cotidiano escolar é refletir sobre a própria concepção de infância que sustenta a prática pedagógica.