O presente artigo discute a importância das rotinas, dos cuidados e da intencionalidade pedagógica no processo de acolhimento de bebês na Educação Infantil, com foco no contexto de creches e berçários. Compreende-se que o acolhimento vai além de uma prática assistencial, constituindo-se como um momento fundamental para a construção de vínculos afetivos, segurança emocional e desenvolvimento integral da criança. Nesse sentido, as rotinas — como alimentação, higiene e sono — não devem ser vistas apenas como ações mecânicas, mas como práticas educativas intencionais, permeadas por interação, escuta sensível e respeito ao ritmo individual de cada bebê. A partir das contribuições de Henri Wallon, destaca-se a centralidade da afetividade no desenvolvimento infantil, enquanto Emmi Pikler reforça a importância do cuidado individualizado e da autonomia do bebê. Além disso, dialoga-se com Paulo Freire, ao compreender o cuidado como prática educativa que exige intencionalidade, ética e sensibilidade. A organização do ambiente, o olhar atento do educador e a construção de uma rotina estruturada e flexível são elementos essenciais para promover um acolhimento significativo. Assim, conclui-se que práticas pedagógicas conscientes e planejadas contribuem para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos bebês, garantindo seus direitos e promovendo experiências de aprendizagem desde os primeiros anos de vida.